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RENDA – conheça mais sobre essa técnica artesanal que encanta

Renda, rendeira, rendada, de bilro, vagonite, renascença e uma infinidade de modelos e jeitos de fazer. A toda branca é a mais clássica e tem as coloridas.


Quem não se rende a uma renda? Deixando o trocadinho de lado, essa técnica artesanal trabalha o entrelaçamento de fios. Os fios de algodão, linho, ouro, prata e seda são recortados formando desenhos variados, geralmente de aspecto transparente ou vazado.


A renda é considerada um tecido e se desenvolve do fio que é conduzido por agulhas, trançada por bilros ou formado por nós. Os desenhos que surgem são variados e como no caso do tricô e do crochê, têm nome próprio.


São dois os principais tipos de renda, conforme a técnica utilizada seja a de bilros ou a renda feita por meio de agulhas, da qual se destaca o próprio crochê, belíssimas peças que vão de um sapatinho de nenê a toalhas e tapetes, além das rendas de barrados em peças de vestuário, cama, mesa e banho.


Mas dada sua importância cultural e até como artesanato em família, passado de avós para netas e de mãe para filha. A renda de bilro destacou- se como patrimônio cultural da humanidade, título atribuído pela UNESCO.

Sua origem é um pouco desconhecida, mas sabe-se que há uma forte tradição na Europa, especialmente na Bélgica. Aqui no Brasil o Ceará, Santa Catarina e Florianópolis, se destacam na produção da renda de bilros, tanto que há duas datas para se comemorar o Dia da Rendeira. Uma é o dia 4 de maio, data escolhida em homenagem as quatro operações básicas para se fechar o ponto. Já o município de Florianópolis decidiu criar outro dia para comemorar o dia da rendeira, que é em 21 de outubro.

Cada entrelaçamento é feito por meio de uma peça chamada bilro, confeccionada em madeira, ossos, metal ou outro material semelhante ao fuso. Utilizada em um conjunto de vários bilros presos por fios a uma espécie de almofada, conhecida como almofada de bilros, que ao serem manuseados entre si formam a trama dos fios da renda.


Há ainda a frivolité, preparado com uma naveta, uma espécie de lançadeira que forma nós com as linhas de algodão. Também pode ser feita por meio de agulhas e pode ser utilizada para a confecção de bolsas e cintos, entre outras peças.


Só para citar mais alguns tipos temos a renda inglesa, a de Abrolhos, a Vagonite, e a Renascença que é semelhante à renda de bilros. Sua trama é executada a partir de um desenho riscado em papel manteiga, fixado em almofada e executada com agulha comum utilizando linha e lacê (fita de algodão que une as tramas). As peças demoram de semanas a um ano para ficarem prontas, dependendo do tamanho.


Sua origem data do século XVI na Europa, daí o nome renascença. Veio para o Brasil com os portugueses e foi ensinada em Pernambuco nos conventos e colégios internos. A renda renascença chegou a Poção (Pernambuco) na década de 30, pelas mãos de uma senhora famosa na cidade, Maria Pastora.


A cidade, assim como sua vizinha Pesqueira se destaca pela produção deste tipo de renda. Hoje o Brasil exporta renda para sete países da América, e para a Europa e a Ásia.


Diversas artesãs do Empreender e Vender se dedicam ao fazer renda. Como é o caso de Cícera Araujo, natural de Pernambuco ela agora vive em São Paulo, no bairro da Vila Ema, zona leste da capital.

Assista Cícera Dias mostrando sua renda Renascença, e outras artesãs


Confira a artesã na vitrine da semana, com dona Lucia Raimundó, mestre artesã na confecção de renda de bilro, muito característica no Nordeste brasileiro, especialmente na região do Ceará.

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