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ARTE INDÍGENA – OS PRIMEIROS ARTESÃOS DO BRASIL

Que os indígenas são o povo original do Brasil, todos sabemos, ou devíamos saber. E que sua arte e cultura estão arraigadas em nosso cotidiano, não restam dúvidas. Além da língua, através de diversos termos em tupi-guarani que encontramos em nomes de ruas e bairros como, Ibirapuera, Itaquera, Paranapiacaba, Anhangabaú, só para ficar em São Paulo com esses exemplos. Aliás, para quem não sabe, em São Paulo viviam inúmeras tribos, entre elas os guaianas, os guarus, os tamoios e tupinambás. E mesmo hoje, cerca de 5 % dos índios do Brasil vivem no estado de São Paulo, como os Guarani Mbya e os Nandeva.


A influencia da cultura indígena, portanto, pode ser sentida em pratos da culinária e no tema que é o foco do Empreender e Vender, o artesanato por excelência. Até por uma questão de sobrevivência e forma de renda, os índios produzem peças, objetos utilitários, como potes e cerâmicas, que são muito desejados, além da arte plumária que é um capítulo à parte. Como curiosidade, cabe lembrar que a cerâmica do povo Marajoara, cujo nome advém do local onde ela teve origem (a Ilha de Marajó, no Pará) é conhecida no exterior e foi a primeira arte de cerâmica brasileira.


E hoje, há artistas reconhecidos que trabalham as chamadas biojóias, como é o caso de Roberto Da Mata, artesão de São Paulo que faz parte do Empreender e Vender. Basicamente, trabalhar com biojóias é ter frutos e sementes provindos de espécies nativas do Brasil, fazer o tingimento dessas peças com corantes naturais, e daí partir para a confecção de colares, pulseiras, brincos, braceletes, e tantas outras peças.


As pulseiras da etnia Waurá, por exemplo, localizada no Alto Xingu, no Mato Grosso, são um trabalho artesanal com cores e grafismos únicos e muito bonitos que encantaram até o criador do Empreender e Vender, Jorge Farid, que sempre aparece nas lives que promove com algum desses braceletes que já viraram coleção e objeto de desejo.


Feitas de miçangas coloridas, obedecem a um desenho característico daquela etnia. Como matéria-prima, a miçanga é derivada de [masanga], palavra de origem africana que significa “contas de vidro miúdas”. Com estas miudezas, povos do mundo inteiro, do Norte ao Sul, do Oriente ao Ocidente, produzem impressionantes obras de arte. E mais, utilizam materiais obtidos na natureza, como as fibras de diversas plantas e árvores que são utilizadas nas cestarias e nos trançados de redes, assim como os corantes obtidos de forma natural, sendo um dos mais conhecidos o urucum ou urucu, do tupi, uru’ku, que significa “vermelho”, muito utilizado pelos indígenas, velho conhecido das tribos amazônicas. Essa semente possui muitas propriedades e utilidades, dentre elas, a de tempero, o famoso colorau, e de depurativo do fígado.


Fica aqui a nossa homenagem aos povos indígenas e a essa produção inestimável que já é considerada como patrimônio cultural da humanidade, e melhor, do Brasil.

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